show,
então, pra começar alguma coisa:
o ícaro me disse que a francine propôs um início num site pra depois passar pra revista.
eu sou total-entusiasta da internet como arquivo - blog, msn, youtube, orkut (ai, como dói)... -, até porque é uma espécie de segundo incêndio da biblioteca de alexandria >>> a memória oficial se mesclando na subjetiva, etc e tal, os sites de falso documental... mas por outro lado sempre tenho essa sensação de que é uma grande fantasia, de que no fundo um blog nunca leva a lugar nenhum, de que só faz com que nao lutemos com tanta força pra publicar nossos textos, já que estão por aí nesse outro espaço. / como assim? postar nao é publicar? / sem falar de que essa memória nao é tão memória assim, porque já nao tá separada do esquecimento, e as coisas sao passageiras na net - alguns sites já têm até teias de aranha, um bolor formado pelos proprios artigos que vao cobrindo uns aos outros.
as coisas aí sao passageiras - eu queria poder ver um novo pânico de bug geral (com certeza nao preciso esperar outro milênio) - tao passageiras quanto o skype que tem os seus momentos (mas acontece que as conversas já podem ser gravadas, o que quer dizer uma morte prematura do skype com toda essa -aquela- sua aura). assim que no futuro acho melhor um coletivo perdido nalgum ralo, que desaparecido na interlaraña.
que diria bolaño dos infra-realistas postados na net? desaparecem do mesmo jeito, graças... parece que ele previu que iam confundir ele com o chaves na hora de anunciar a sua morte na televisão chilena (um era roberto bolaño, o outro roberto bolaños..., dio mio!). mas enfim... citaçao é uma caralha.
so... se vamos fazer uma revista, um grupo de e-mail (alguém pode fundar, please?), o lance é nao se conformar até rolar uma impressão. ou não?
e como é o lance pra fazer o site?
...
yo que sé... to muito contente com tudo isso.
manda alguém um e-mail desses lindos pra gente chorar (pelo amor de sao cristóvão).
beijonces milis em toda essa gente hermosa,
pinche pandilla!