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[aStro-LáBio]°² = [diáRio de boRdo]°²

o tempo de uma gaveta aberta
é o tempo de uso de uma gaveta aberta
é o tempo de uma gaveta em uso
agora fechada a gaveta guarda
o tempo para trás levou
e não volta mais: voou





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érica zíngano | francine jallageas | ícaro lira | lucas parente

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

desculpe a invasão de privacidade,


QUINTA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2010


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cozinha,três da manhã.
francine sentada na pia
eu,lavo a louça.
ela corta um pimentão eu cebola
temos três cigarros que são economizados ao máximo
o telefone toca tentamos fingir que ele não toca.
na radio mec fm,a voz do locutor explica adagio,andante,alegro
elaeu levanta da cama abre a janela chuva fina
xuxu fala de artaud enquanto faz auto retrato meu
comida pronta. comemos hablamos de sp
matisse movimento interno da pintura
desolação de los angeles
lavar os pratos,lavar os pratos comprar cigarros fazer café
fazer mais café
dormi de cansado
baibe acordada lendo
travesseiro de braço.


























Imagem:
Cozinha entupida de gente.
Todas as gentes voltadas para a pia, onde uma mulher pica uma cebola.
Todas as gentes choram. São rostos vestidos de maquiagem excessiva borrada pelas lágrimas, o exagero está na abundância de lágrimas e pintura sobre o rosto, mas não nas transições da expressão facial das gentes, que é quase fixa, depois de posicionada, é blazé, se mantém onde está, só isso.
A câmera funciona como mais uma gente que entra na cozinha, e então captura todos de costas; são cabeças. Essa primeira imagem se parece com gentes assistindo a um show, quando vistas de costas por uma das gentes na multidão. A câmera percorre, atravessa a multidão, não captura rostos ainda, quando finalmente chega na mulher que corta cebolas e no limite da cozinha (a pia), vai pra cebola, pra faca, punhos, peito e rosto da mulher que corta. Agora está voltada de frente para as gentes, flagra os rostos, pausa. O coro de rostos é quase imóvel. As pessoas fazem só o movimento mínimo com os rostos, como piscar e engolir saliva, mas se mantém - ou com a boca aberta, ou com a boca fechada, olhos abertos que olham para o alto, olhos fechados, etc, há uma variedade de expressões. A câmera então vai voltando, flagrando os rostos chorosos. O primeiro rosto é da própria que corta a cebola, os demais funcionam como eco desta.
A câmera deixa a cozinha.
Áudio:
Paixão segundo São Matheus (Bach)  



f.jallageas

é meio anos 80 afinal

talvez você me diga que não, que são os óculos da ray-ban que estão na moda e eu repito que não, é um poema

A noir, E blanc, I rouge, U vert, O bleu : voyelles,
Je dirai quelque jour vos naissances latentes :
A, noir corset velu des mouches éclatantes
Qui bombinent autour des puanteurs cruelles,
Golfes d'ombre ; E, candeur des vapeurs et des tentes,
Lances des glaciers fiers, rois blancs, frissons d'ombelles ;
I, pourpres, sang craché, rire des lèvres belles
Dans la colère ou les ivresses pénitentes ;
U, cycles, vibrements divins des mers virides,
Paix des pâtis semés d'animaux, paix des rides
Que l'alchimie imprime aux grands fronts studieux ;
O, suprême Clairon plein des strideurs étranges,
Silence traversés des Mondes et des Anges :
- O l'Oméga, rayon violet de Ses Yeux ! -

porque gosto de cores, como a benetton

de alguma forma 
(em minha vista é muito claro)
escrevi algo
(dando continuidade ao que iniciei
com eu decepciono/ele ascendente)
que está em diálogo 
com teu auto-retrato baconiano
desfigurado e borrado
tua legenda emprestada
eu sou outro:

eu
que se pronuncia
na boca
antes que ela fale
na cara
antes que ela se transforme

nos traços a interpretar
do rosto ainda mal formado

vem ver o céu (des)moldado
pelos beijos do vento nas nuvens

é a face sem rosto
o sexo dos astros
a mentira das estrelas

céu-rosto pobre
da psicologia

manchas de sangue pisado
borrões escuros beirando os orifícios da visão
fabricados nas noites de pergunta infinita

vinda do oráculo
às margens dos cílios
uma linhazinha branca

contorna o hábito de esvaziar-se
da água de que se preenche

sobre a planície porosa
lambida pelo vento
(de)formando cavalos
quase cachorros tornados casa
depois vaso sobre mesa e ônibus
uma conversa de mulheres quase barulho
de crianças na escola às quatro da tarde
quando há velhas cantigas

eu

nunca paro de escutar
quando abro os olhos

de manhã às vezes
já estou cansada

porque escutei demais
durante a noite

e jamais
a noite
é pausa

eu

escuto
desde o dia
do nascimento

eu

que me lembre.




f. jallageas
"
JE
EST
UN 
AUTRE

              "


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

criar novos contextos - nada mais belo que o mapa do metrô, os buracos de matta-clark, os encontros nas esquinas, etc.

la poésie est dans la forme des villes. nous allons donc en construire de bouleversantes. la beauté nouvelle sera de situation, c'est-à-dire provisoire et vécue.
internationale lettriste. potlatch 5.

da série: HQ-me (homens que me entendem). episódio de hoje: o antitango.

meu status no facebook quinze minutos atrás: d e s a m p a r o. mensagem de xy (sem assunto) : liga o celular, p o r r a! o telefone: trim. eu: oie! ele: o que foi? eu: sei lá... ele: ... eu: ... histeria... ele: vem pra cá. eu: ... ele: vem pra cá!... tem chocolate... eu: chocolate?... ele: é... bombom... sei lá, vou comprar! eu: vai me comprar com chocolate? ele: não enche o saco, vem pra cá. eu: tá. ele : sabe que lua é essa? eu: lua?... ele: é. não é aquela que você fica louca? eu: ups...! ele: ups...! melhor não vir? eu: ... ele: em vinte minutos? eu: trinta.

créditos subindo:

estrelando: xy como ele mesmo

e

xx no papel de: eu.

musica: carlos gardel

se me olvido el portugues. y el espanhol.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

3. yoko ono / Você tem visto um horizonte ultimamente? / Vá ver um horizonte. Meça-o / De onde você está e faça-nos saber / O comprimento.
2012 é o fim do calendário maia. a partir disso será então possivel perceber que tudo é simultaneo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

domingo, 25 de julho de 2010