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o tempo de uma gaveta aberta
é o tempo de uso de uma gaveta aberta
é o tempo de uma gaveta em uso
agora fechada a gaveta guarda
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érica zíngano | francine jallageas | ícaro lira | lucas parente

quinta-feira, 29 de abril de 2010

The Burial Of The Dead (O Enterro Dos Mortos) - T.S Eliot

O Enterro Dos Mortos Abril é o mês mais cruel, germinando Lilases da terra dos mortos, misturando Memórias e desejo, avivando Raízes inertes com chuva da primavera. O inverno nos manteve aquecidos, cobrindo A terra com a neve omissa, nutrindo O pouco que vida com tubérculos ressequidos. O verão nos surpreendeu, tomando o Starnbergersee Com um aguaceiro; nós paramos junto aos pórticos E seguimos na luz do sol, dentro do Hoftgarten E bebemos café, e falamos por uma hora. Bin gar keine Russin, stamm' aus Litauen, echt deutsch E quando éramos crianças, hospedados com o arquiduque, Meu primo, ele me pôs em um trenó, E eu estava assustado. Ele disse, Marie, Marie, segure firme. E para baixo fomos. Nas montanhas, aí, você sente-se livre. Eu leio, a maior parte da noite, e vou para o sul no inverno. Quais são as raízes que se agarram, que galhos crescem Desse refugo pedroso? Filho do homem, Não podes dizer, ou adivinhar, pois apenas conheces Uma pilha de imagens partidas, onde o sol bate, E a árvore morta já não dá abrigo, os grilos nenhum conforto, E a pedra seca nenhum murmuro de água. Há Apenas uma sombra sob uma pedra rubra, (Venha para sob a sombra da pedra rubra), E eu te mostrarei algo que difere ou Da sua sombra que na manhã cavalgando atrás de ti Ou da tua sombra da tarde erguendo para encontrá-lo. Eu te mostrarei o medo em um punhado de pó. Frisch weht der Wind Der Heimat zu Mein Irisch Kind, Wo weilest du? “Faz agora um ano que me destes jacintos; Eles me chamavam de garota dos jacintos” - Mesmo assim voltastes, tarde, do jardim dos jacintos, Teus braços cheios, teus cabelos molhados, eu não pude Falar, meus olhos falharam, eu não era nem Morto ou vivo, eu não sabia de nada, Olhando para dentro do coração de luz, o silêncio. Od' und leer das Meer. Madame Sosostris, vidente famosa, Estava muito resfriada, mesmo assim, É conhecida como a mais sábia mulher da Europa, Com seu baralho perverso. Aqui, disse ela, Está sua carta, o marinheiro Fenício afogado, (Essas são pérolas que eram seus olhos. Veja!) Aqui está beladona, a Dama dos Rochedos, A Senhora das Situações. Aqui está o homem com três bastões, e aqui a Roda, E aqui o mercador caolho, e essa carta, Em branco, é algo que ele leva nas costas, Que me foi proibido ver. Eu não vejo O Enforcado. Tema a morte por água. Eu vejo multidões, vagando em círculo. Obrigada. Se veres a querida senhora Equitone, Diga-lhe que trago o horóscopo eu mesma: Todo cuidado é pouco hoje em dia. Cidade Irreal, Sob a névoa marrom de uma alvorada de inverno, Uma multidão fluindo pela Ponte de Londres, tantos, Eu não havia pensado que a morte desfez tantos. Suspiros, curtos e irregulares, foram exalados, E cada homem fixou seus olhos ante seus passos. Fluindo montanha acima e Rua King William abaixo, Até onde Saint Mary Woolnot marcava as horas Com um som surdo na badalada final das nove. Lá eu alguém que eu conhecia, e o parei berrando “Stetson! “Tu que estavas comigo nos navios em Mylae! “Aquele corpo que plantastes ano passado em teu jardim, “Já começou a brotar? Florescerá esse ano? “Ou a geada repentina perturbou seu leito? “Oh mantenha o cão a distância, esse amigo do homem, Ou com suas unhas ele o desenterrará novamente! "Você! hypocrite lecteur!—mon semblable,—mon frere!"

The Burial of the Dead


April is the cruellest month, breeding  Lilacs out of the dead land, mixing Memory and desire, stirring Dull roots with spring rain. Winter kept us warm, covering Earth in forgetful snow, feeding A little life with dried tubers. Summer surprised us, coming over the Starnbergersee With a shower of rain; we stopped in the colonnade, And went on in sunlight, into the hogarten, And drank coffee, and talked for an hour. Bin gar keine Russin, stamm' aus Litauen, echt deutsch. And when we were children, staying at the arch-duke's, My cousin's, he took me out on a sled, And I was frightened. He said, Marie, Marie, hold on tight. And down we went. In the mountain, there you feel free. I read, much of the night, and go south in the winter.  What are the roots that clutch, what branches grow  Out of this stony rubbish? Son of Man, You cannot say, or guess, for you know only  A heap of broken images, where the sun beats,  And the dead tree gives no shelter, the cricket no relief,  And the dry stone no sound of water. Only  There is shadow under this red rock,  (Come in under the shadow of this red rock),  And I will show you something different from either  Your shadow at morning striding behind you  Or your shadow at evening rising to meet you;  I will show you fear in a handful of  dust. Frisch weht der Wind Der Heimat zu Mein Irisch Kind, Wo weilest du?  'You gave me hyacinths first a year ago; They called me the hyacinth girl.' - Yet when we came back, late, from the hyacinth garden,  Your arms full, and your hair wet, I could not  Speak, and my eyes failed, I was neither Living nor dead, and I knew nothing, Looking into the heart of light, the silence. Oed' und leer dos Meer.     Madame Sostoris, famous clairvoyante, Had a bad cold, nevertheless Is known to be the wisest woman in Europe, With a wicked pack of cards. Here, said she, Is your card, the drowned Phoenician Sailor,  (Those are pearls that were his eyes. Look !) Here is Belladonna, the Lady of the Rocks, The lady of situations. Here is the man with three staves, and here the Wheel, And here is the one-eyed merchant, and this card, Which is blank, is something he carries on his back, Which I am forbidden to see. I do not find The Hanged Man. Fear death by water. I see crowds of people, walking round in a ring. Thank you. If you see dear Mrs. Equitone, Tell her I bring the horoscope myself: One must be so careful these days.  Unreal City, Under the brown fog of a winter dawn, A crowd flowed over London Bridge, so many,  I had not thought death had undone so many.  Sighs, short and infrequent, were exhaled, And each man fixed his eyes before his feet. Flowed up the hill and down King William Street, To where Saint Mary Woolnorth kept the hours With a dead sound on the final stroke of nine. There I saw one I knew, and stopped him, crying: 'Stetson! You who were with me in the ships at Mylae!  That corpse you planted last year in your garden, Has it begun to sprout? Will it bloom this year? Or has the sudden frost disturbed its bed? 0h keep the Dog far hence, that's friend to men, Or with his nails he'll dig it up again! You! hypocrite lecteur! - mon semblable, - mon frere!'   

Gentlemen-Rankers - Kipling

Cavalheiros-Rasos

Para a legião dos que se perderam, para a coorte dos amaldiçoados, Para os meus confrades no seu sofrimento além-mar, Canta um cavalheiro inglês criado com pureza, por máquinasatufado, E um cavaleiro da Imperatriz, se te agradar. Sim, um cavaleiro das forças que governou seus seis cavalosbrancos, E com fé ele seguiu a marcha, seguiu cegamente E o mundo era mais que amigo quando ele empunhava o ferrofrio, Mas hoje o sargento é menos que clemente.

Somos pobres cordeirinhos desviados de seu rumo, Baa! Baa! Baa! Somos ovelhinha negras extraviadas no mundo, Baa-aa-aa! Cavalheiros-rasos soltos na vadiagem, Amaldiçoados daqui à Eternidade, Que Deus nos mostre piedade, Ba! Ia! Ba!

Oh, é doce suar por cocheiras, é doce esvaziar a lavagem da panelada, E é doce ouvir contos que ao cavaleiro apraz, Nos bailes regimentais dançar com domésticas desalinhadas E surrar o cadete que diz que você valsa bem demais Sim, te euforiza ser o que doma a sua tropa E ser marcado pela espora de fiada sem pudor, Quando você inveja, Oh intensamente, um pobre soldadodecente, Que enegrece as suas botas e por vezes lhe chama de “senhor

Se os lares para onde nunca escrevemos, se juras que nãohonramos, Bem sabemos tão distantes e tão amados, Através do roncante quartel voltasse para romper nosso sono, Seriamos culpados por se de cerveja nos encharcarmos? Quando o bêbado camarada murmura, e o guarda do farolresmunga, E está a nossa queda registrada em todo seu horror, Cada segredo, se revelando, no dolorido teto branco, Espanta-te que nos droguemos para escapar da dor?

Nós abandonamos Honra e Esperança, estamos perdidos para aVerdade e o Amor, Estamos caindo da escada degrau por degrau, E a medida de nossos tormentos é a medida de nossa juventude. Deus nos ajude, pois conhecemos muito jovens o mal! Nossa vergonha é limpa penitência para o crime que trouxe asentença, Nosso orgulho é que da espora do orgulho não sabemos, E a maldição de Rubem dura até que outra terra nos engula E morramos, sem que qualquer um saiba onde morremos.

Somos pobres cordeirinhos desviados de seu rumo, Baa! Baa! Baa! Somos ovelhinha negras extraviadas no mundo, Baa-aa-aa! Cavalheiros-rasos soltos na vadiagem, Amaldiçoados daqui à Eternidade, Que Deus nos mostre piedade, Ba! Ia! Ba!

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Gentlemen-Rankers

To the legion of the lost ones, to the cohort of the damned, To my brethren in their sorrow overseas, Sings a gentleman of England cleanly bred, machinely crammed, And a trooper of the Empress, if you please. Yea, a trooper of the forces who has run his own six horses, And faith he went the pace and went it blind, And the world was more than kin while he held the ready tin, But to-day the Sergeant’s something less than kind. We’re poor little lambs who’ve lost our way, Baa! Baa! Baa! We’re little black sheep who’ve gone astray, Baa—aa—aa! Gentlemen-rankers out on the spree, Damned from here to Eternity, God ha’ mercy on such as we, Baa! Yah! Bah!

Oh, it’s sweet to sweat through stables, sweet to empty kitchen slops, And it’s sweet to hear the tales the troopers tell, To dance with blowzy housemaids at the regimental hops And thrash the cad who says you waltz too well. Yes, it makes you cock-a-hoop to be “Rider” to your troop, And branded with a blasted worsted spur, When you envy, O how keenly, one poor Tommy being cleanly Who blacks your boots and sometimes calls you “Sir”.

If the home we never write to, and the oaths we never keep, And all we know most distant and most dear, Across the snoring barrack-room return to break our sleep, Can you blame us if we soak ourselves in beer? When the drunken comrade mutters and the great guard-lantern gutters And the horror of our fall is written plain, Every secret, self-revealing on the aching white-washed ceiling, Do you wonder that we drug ourselves from pain?

We have done with Hope and Honour, we are lost to Love and Truth, We are dropping down the ladder rung by rung, And the measure of our torment is the measure of our youth. God help us, for we knew the worst too young! Our shame is clean repentance for the crime that brought the sentence, Our pride it is to know no spur of pride, And the Curse of Reuben holds us till an alien turf enfolds us And we die, and none can tell Them where we died. We’re poor little lambs who’ve lost our way, Baa! Baa! Baa! We’re little black sheep who’ve gone astray, Baa—aa—aa! Gentlemen-rankers out on the spree, Damned from here to Eternity, God ha’ mercy on such as we, Baa! Yah! Bah!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Algo te identifica (César Vallejo)

Algo te identifica con el que se aleja de ti, y es la facultad común de volver: de ahí tu más grande pesadumbre.

Algo te separa del que se queda contigo, y es la esclavitud común de partir: de ahí tus más nimios regocijos.

Me dirijo, en esta forma, a las individualidades colectivas, tanto como a las colectividades individuales y a los que, entre unas y otras, yacen marchando al son de las fronteras o, simplemente, marcan el paso inmóvil en el borde del mundo.

Algo típicamente neutro, de inexorablemente neutro, interpónese entre el ladrón y su víctima. Esto, así mismo, puede discernirse tratándose del cirujano y del paciente. Horrible medialuna, convexa y solar, cobija a unos y otros. Porque el objeto hurtado tiene también su peso indiferente, y el órgano intervenido, también su grasa triste.

¿Qué hay de más desesperante en la tierra, que la imposibilidad en que se halla el hombre feliz de ser infortunado y el hombre bueno, de ser malvado ?

¡Alejarse! ¡Quedarse! ¡Volver! ¡Partir! Toda la mecánica social cabe en estas palabras.

En el momento en que el tenista... (César Vallejo)

En el momento en que el tenista lanza magistralmente
su bala, le posee una inocencia totalmente animal;
en el momento
en que el filósofo sorprende una nueva verdad
es una bestia completa.
Anatole France afirmaba
que el sentimiento religioso
es la función de un órgano especial del cuerpo humano
hasta ahora ignorado y se podría
decir también, entonces
que, en el momento exacto en que un tal órgano
funciona plenamente,
tan puro de malicia está el creyente,
que se diría casi un vegetal.
Oh alma! ¡Oh pensamiento! ¡Oh Marx! ¡Oh Feuerbach !

No vive ya nadie... (César Vallejo)

—No vive ya nadie en la casa —me dices—; todos se han ido. La sala, el dormitorio, el patio, yacen despoblados. Nadie ya queda, pues que todos han partido.

Y yo te digo: Cuando alguien se va, alguien queda. El punto por donde pasó un hombre, ya no está solo. Únicamente está solo, de soledad humana, el lugar por donde ningún hombre ha pasado. Las casas nuevas están más muertas que las viejas, por que sus muros son de piedra o de acero, pero no de hombres. Una casa viene al mundo, no cuando la acaban de edificar, sino cuando empiezan a habitarla. Una casa vive únicamente de hombres, como una tumba. De aquí esa irresistible semejanza que hay entre una casa y una tumba. Sólo que la casa se nutre de la vida del hombre, mientras que la tumba se nutre de la muerte del hombre. Por eso la primera está de pie, mientras que la segunda está tendida.

Todos han partido de la casa, en realidad, pero todos se han quedado en verdad. Y no es el recuerdo de ellos lo que queda, sino ellos mismos. Y no es tampoco que ellos queden en la casa, sino que continúan por la casa. Las funciones y los actos se van de la casa en tren o en avión o a caballo, a pie o arrastrándose. Lo que continúa en la casa es el órgano, el agente en gerundio y en circulo. Los pasos se han ido, los besos, los perdones, los crímenes. Lo que continúa en la casa es el pie, los labios, los ojos, el corazón. Las negaciones y las afirmaciones, el bien y el mal, se han dispersado. Lo que continua en la casa, es el sujeto del acto.

sábado, 17 de abril de 2010

Nau de dentro


o horizonte
é pérola e espuma
e por mim não guarda canto:
canta
abre a boca em cinco tons
            e os expele.

no horizonte
sem um porto a dar na vista
permaneço indevindo
rabiscando
quase nada recriando
      mil mentiras
e perdendo o eixo a rima
sem saber como
    voltar.







YOKATTA

Quando eu penso em seus olhos meus olhos estufam.
A lembrança belicosa aqui é amor e graça, mas como dói. As janelas pegam fogo bem como as casas, as ruas, as portas dos hospitais, dos puteiros, das escolas, das igrejas, tudo pega fogo, tudo se desfaz agora. É que a saudade fez morada do meu peito.  
Me fiz audaz, mas de nada adiantou.  
Meus pés e minhas mãos amputados, meus olhos cegos / O que sou agora?
As ruas me trazem o cheiro de volta, rapaz, e com calma finjo paciência. As ruas me trazem o seu cheiro de volta.
 
Agora que sou invisível, que estou morto, que não tenho mais pra onde ir,
agora sua vida começa.
 
Ikiru, ikiru,
shitashii.
Ikiru, ikiru,                 (oni)
shitashii.

Shitashii.
 
Shitashii. 

Cunhã  Ponderosa
      para Rogério Skylab


Ela,
brincando de soldado e faca pediu-me um beijo artesão. Respondi-lhe “sou quase indústria, lixo do mundo doente – jamais serei artesão”. 
Querendo mais-que-querendo mordeu meus lábios nervosos e depois cuspiu no chão. “Tens gosto de fumaça e tédio!”, me disse com cara de nojo.
“Eu sou um sujeito padrão”.
 
Babacas das grande cidades,
uni-vos.
 




Uirá dos Reis é  poeta e compositor.
Conversations Imaginaires
http://www.notesbulletin.net/note.php?note=109















































quinta-feira, 15 de abril de 2010

 

 

espejismo















|

 23:58 (9 minutos atrás)

meu
querido. vou-me agora dormir. mas queria dizer que entre cinco livros de
cortázar lençóis xampú de piolho earl grey dvds papel higiênico e um
cartão de hotel colhido na carretera de Logroño km. 258 atrás do qual
estão listados meus afazeres não pude sair da cama e fazer outra coisa
além de esquecer de tudo por detrás dos contos com algo de febre
pré-inferno astral mudança pulmão doendo a cada tosse. a ver se vejo o
sitio de web. a ver...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

chegou por aqui uma carta
estrelada
ela tem 5 pontas
como a maioria das estrelas
difícil saber de onde eu falo
se eu permaneço sempre no chão
liso
engomado
como um tapete
recém saído da loja
ontem
chegou por aqui uma carta
estrelada
ela tem 6 pontas
como a maioria das estrelas
difícil saber de onde a minha voz escapa
se ela permanece translúcida
depois de tanto esforço em fazê-la percorrer
uma ponta a outra
até chegar até você
chegou por aqui uma carta
estrelada
ela tem 3 pontas
como a maioria das estrelas
cadência no chão enquanto conto
pulando os números que atravesso
com a minha voz
em cada ponta eu me seguro de um
jeito
você também
chegou aqui por aqui
uma carta estrelada
ela tem 4 pontas
como a maioria das estrelas
ficamos conversando
em cada uma delas
das pontas
ouvido o eco das nossas próprias vozes
enquanto ao redor
todos os outros
ninguém falava
(concentração e desordem)
porque chegou uma carta-estrela
cheia de pontas
como a maioria das estrelas
cadentes, cadência
e nós ficamos por aqui
em cada uma das pontas
conversando
conversando longe
ouvindo o eco das nossas próprias vozes
desaparecer
enquanto as pontas cada ponta
das estrelas
se despregavam delas mesmo
até o infinito
brilhando

segunda-feira, 12 de abril de 2010
















sábado, 10 de abril de 2010





natal 2008