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[aStro-LáBio]°² = [diáRio de boRdo]°²

o tempo de uma gaveta aberta
é o tempo de uso de uma gaveta aberta
é o tempo de uma gaveta em uso
agora fechada a gaveta guarda
o tempo para trás levou
e não volta mais: voou





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érica zíngano | francine jallageas | ícaro lira | lucas parente

sábado, 19 de setembro de 2009

Todo con la misma aguja

Realizamos esta intervención el 7 de marzo de 2003 en la Ciudad de Buenos Aires acompañando la concentración y marcha por el Día Internacional de la Mujer. La misma consistió en una pegatina de 250 afiches.

En el mes de septiembre del mismo año, acompañando las actividades por el Día de la Lucha por el Derecho al Aborto (28 de septiembre) realizamos nuevamente la pegatina en el barrio de Once de la Ciudad de Buenos Aires.
En la República Argentina muere una mujer por día por aborto clandestino. En nuestro país, se internan 55 mil mujeres por año debido a abortos mal practicados. La penalización del aborto perjudica especialmente a las mujeres más pobres, que no cuentan con recursos para practicar una interrupción del embarazo en mínimas condiciones de asepsia y recurren a métodos que ponen en riesgo su propia vida. Entre estos, uno de los más conocidos consiste en introducirse una aguja de tejer en el conducto vaginal.

Oración por el Derecho al Aborto

Concédenos el derecho a decidir sobre nuestro cuerpo. Y danos la gracia de no ser ni vírgenes ni madres. Líbranos de la autoridad del Padre, del Hijo y del Espíritu Santo para que seamos nosotras las que decidamos por nosotras. Ruega por que el poder judicial no haga suyos los mandatos de la Iglesia y ambos nos libren de su misógina opresión. Venga a nosotras el derecho a cuestionar si es bendito el fruto de nuestro vientre. No nos dejes caer en la tentación de no luchar por nuestros derechos. Y concédenos el milagro de la legalidad del aborto en Argentina. Así sea.

in:

www.mujerespublicas.com.ar

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

y si. verguenza total compartir con ustedes mis cosas. esas cosas que uno escribe en papelitos bien bien chiquititos para que nadie los entienda. en mi caso, mientras estube en brasil, pude relajar mi apretada letra un poco porque al escribir en castellano, nadie entendía. asique podía tranquilamente dejar mis cosas desparramadas por el lugar o decir sísí, miralo; no hay problema... asique de a poco uno toma coraje y a veces decide tipear esas líneas que un día tiró en un cuaderno de viaje. que quizá, no significan nada. o pasar esos bocetos de dibujo y en fín; compartirlos. sin saber porqué. ni si tiene algo que ver con todo ésto que ustedes expresan acá en ésta linda página. felicitaciones! bien ahí. yo voy a querer leer esa revista. saludos! anita 36°, Río de Janeiro, 6 de marzo estoy sentada en "big nectar". curioso. todabía no me empalagó éste lugar. un sinfín de personas transitan la vereda. desprolijas, en zig-zag. todas hablando de no se qué. una radio de fondo, un escape fullido. un lugar de paso, de incansable andar. y acá big nectar. me tomo un suco y me voy. creo que si me quedo, me ahogo. el calor sube por la piedra y hasta mis pies. más ojotas, zapatillas y pies denudos que me esquivan en ésta esquina. 11:58. faltan apenas dos minutos para el mediodía. ¿qué acontecerá en ésta segunda mitad del día? no pareciera que mucho. el calor, los días, el constante barullo; llegaron al punto de cuasi-quemar mi cabeza. es increible como la paz se pierde de una mañana a otra. pasaron dos personas que conozco. creo que ellos me vieron y bueno, claro, yo a ellos también los ví. ninguno intercambió un saludo. ellos pasaron y yo seguí acá sentada. la gente se empalaga. como el nectar. al principio es dulce, y después intragable. 38°. sigue subiendo la temperatura y yo sigo acá sentada. esperando a alguien que ni siquiera sé si tengo muchas ganas de encontrar. pero no me ando soportando mucho más estar sola y preciso un poco de companía; para hablar de cualquier cosa menos de la vida. pero si pasan más de cinco minutos y ésta persona no llegó, me compro un suco y me voy. el intolerante calor ya me atrapó. y no hay peor cosa que seguir mirando ese reloj.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Queridos só agora encontramos a chave para que a revista exista carne e osso Júlio Parente entrou pra nossa equipe e chegou pra pensar junto mais uma cabeça muitas idéias Júlio nos ajudou a ver que estávamos com muito material muitos colaboradores primeiro número sobrecarregado fomos então buscar um funil ou uma navalha e terminamos com mais ou menos 21 pessoas o mais relevante dessas 21 pessoas todo material que recebemos e que não entrou dessa vez está guardadinho e será revisitado quando estivermos passando esse mesmo pente fino a fim de fechar o segundo número. Júlio Ícaro e Francine concordaram que assim o site será mais trafegável... Enquanto Júlio trabalha no site a gente pode agitar um lançamento pra revista. Idéias??
sobre astro-lábios. a parte mais diíicil e saber quando colocar a última pincelada. braque fala que o quadro acaba sozinho.como aquele plano no santos dumont que você ficou esperando o avião até ele fazer a volta,quando cortar?você sabia. o ideograma a pintura oriental é uma pincelada só.um único movimento que vai pra varios lados talvez deixar a pintura secar um pouco ao sol ver com qual intensidade de cor ela fica ao sol? um traço firme e longo como um desenho de observação que não olha para o papel e sim para a coisa desenhada sem tirar o lápis do papel.
uma vez assisti a um curso de um poeta que dizia estamos muito preocupados como nasce um poema mas as vezes é preciso olhar e pensar como termina um poema a história da sua trajetória até o fim e a chegada de outro começo, a publicação fiquei pensando nisso em relação à revista (imensa, um continente) qd ela chegará ao fim e começaremos a pensar no número 02? qd vou lá tenho as sensações embaralhadas onde começa o que aonde - começar por outra linha terminar uma coisa e sentir que outra começou desde aquela conversa com o íkaro na cozinha desenho mapa possibilidades já eram muitas como anda o processo de agilização do "encerramento" da revista? outubro no ar? vamos fechar o primeiro número e começar um segundo? tenho saudade da revista que ainda não veio ao ar sentir que o que fica de fora nessa cabe numa segunda vamos lá?
"poemas" recolhidos dos diários de Charles Darwin,
estes fazem parte da seção A viagem do Beagle:
Ilhas de Abrolhos

a uma certa distância

— entre a certeza

e o espanto — tais ilhas

de que falam os náufragos

— ou seus biógrafos —

chegam a brilhar de tão verdes

(embora, de fato,

tudo sejam cactos,

poucos arbustos

e gramíneas).

pássaros,

totipalmados e tagarelantes,

são muy abundantes y variegados

— nada, porém,

nos deu mais sobressaltos

do que os sáurios,

runeiformes e indecifráveis

(aqui, cada pedra

tem cativo o seu lagarto) —,

como as aranhas e os ratos

criaturando-se

na sanha imóvel

das rochas quentes

— não vê,

o navegante incauto,

que o chamam,

(para a morte? o sono? ó, o canto?),

no fundo do mar

esses corais cerebriformes?

***

Amostra nº 233 (não classificada)

a cerca de dez milhas da baía de San Blas, à noite,

elas formavam bandos de miríades incontáveis

e adejavam sobre a água

até onde o telescópio alcança.

***

Patagones, circa 1832

a primeira noite que passei a céu aberto

tendo a sela por cama —

ser capaz de a qualquer momento apear e dizer:

aqui passarei a noite,

na imobilidade mortal da planície,

os cães de vigia,

o grupo aciganado dos gaúchos

fazendo suas camas em volta do fogo quente,

e os cavalos do sonho que anseiam em partir.

***

As regiões do Caos e da Anarquia

Contemplar a planura, era impossível.
.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

casa camera fixa: fixação plano equilibrado, janela ao fundo, cama no meio lençois em primeiro plano. brancos. . ondas do mar
sobre o choros do mar; câmera baixa na altura da cama,lindo lembrando ozu. uma janela escura sem luz que entraria o som o tal do movimento do mar o movimento interno de matisse. a camera fixa?como uma porta?pequeno leves movimentos. pode ficar bom. talvez as vezes ela(camera) chegar perto ser o olho dela ou dele. qua acha? a mulher fala?a mulher fala quase sem voz quase não dá pra escutar. o homem lê, no texto distingue-se o orador? gosto da não representação! acho que são dois o homem e o himem.
o palco = camera logo baixa, na altura da cama no fundo uma janela escura, ou/e a cena a partir de uma porta aberta (?) bonito : "os choros do mar" hímem = ato falho a mulher fala? o homem lê, no texto distingue-se o orador? gosto da não representação! a imagem da capa não me sai da cabeça

roteiro para um filme de duras

a jovem mulher das noites pagas deveria estar deitada sobre lençóis brancos no meio da cena. ela poderia estar nua.em volta dela,um homem andaria contando a história. apenas a mulher diria o seu papel de cabeça.o homem,nunca.o homem leria o texto,seja parado,seja andando em volta da jovem. aquele de que fala a história não seria nunca representado.mesmo quando ele se dirigisse a moça,seria por intermédio do homem que lê a sua histôria. aqui,a representação seria substituida pela leitura.PENSO SEMPRE QUE NADA SUBSTITUI A LEITURA DE UM TEXTO,que nada substitui a falta de memória do texto,nada,nehuma representação. os dois atores deveriam então falar como se estivessem escrevendo o texto em quartos separados,isolados um do outro. o texto se anularia se fosse dito teatralmente. a voz do himem deveria ser alta,a da mulher,baixa,quase descuidada. eu gostaria de os trajetos do homem em volta do corpo da jovem fossem longos,que se perca o homem de vista,que ele se perca no teatro como no tempo para voltar em seguida para a luz,para nós. o palco deveria ser baixo,quase no chão,para que a jovem seja vista de corpo inteiro. grandes espaços de silêncio deveriam ser observados entre as noites pagas durante os quais nada aconteceria senão a passagem do tempo. o homem que lê a historia deveria ter uma fraqueza essencial e mortal que seriam a do outro homem – aquele não representado. a jovem seria bonita,pessoal. por um grande abertura escura chegaria o barulho do mar.ver-se-ia sempre o mesmo retângulo negro, que não se iluminaria nunca.o barulho do mar seria as vezes menos forte. a partida da mulher não seria vista.haveria um escuro durante o qual ela desapareceria,e quando a luz voltasse haveria apenas lençóis brancos no meio do palco e o barulho do mar que bateria com força pela porta escura. não haveria música. se eu filmasse o texto,eu queria que os choros do mar subissem de forma que se visse o estrondo da brancura do mar e o rosto do homem quase ao mesmo tempo,que haja uma relação entre a brancura dos lençóis e a do mar.que os lençóis sejam já uma imagem do mar
querido estou com saudade do seu silêncio me diz um oi de tudo como vai me diz como anda o tempo o rio a revista o sonho o amor me diz tenho saudade de tudo aqui em lisboa tão rio de janeiro escuto o ednardo e o carneiro me lembro da gente em são paulo (nostalgia de uma vida) um beijo