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[aStro-LáBio]°² = [diáRio de boRdo]°²

o tempo de uma gaveta aberta
é o tempo de uso de uma gaveta aberta
é o tempo de uma gaveta em uso
agora fechada a gaveta guarda
o tempo para trás levou
e não volta mais: voou





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érica zíngano | francine jallageas | ícaro lira | lucas parente

terça-feira, 28 de julho de 2009

Fico pensando no quanto me é estranho produzir trabalhos a partir de um assunto pré estabelecido, por mais que eu me debruce sobre ele. É um processo estranho, meio de cima pra baixo, como se estivesse fazendo uma ilustração e o que interessa mesmo ficasse perdido entre o pensamento e a coisa feita.
Daí quando o Ícaro me convidou pensei (e ainda penso nisso) em mandar trabalhos já realizados, que se adequassem ao que o Lucas colocou naquele email que serviria de base pro editorial/curadoria. Depois de uma triagem acho mais coerentes esses três.
Nesses dois tenho tenho menos confiança.
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panégyrique

. mi buenos aires querido usted con sus calles anchas onde chegamos depois de passar por nuvens largas (segundo sua acepção é claro) isso que sinto não sei não embota nada do que está nem desbota nada do que já tem reitera o sonho na vida porque não iremos usar o assento para flutuar é como o tango sabe? porque há séculos ansiamos por isso pela velocidade por voar acima das nuvens mas basta alguns instantes e quero terra seus riscos é isso .

segunda-feira, 27 de julho de 2009

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pôr do sol

Cara, não vou ter paciencia de escrever nada par revista, nao estou nada verborrágico hoje, queria que você estivesse aqui, pra falar no meu lugar, os livros nada me dizem, os filmes até agora não consegui assitir nenhum... consigo tocar, mas isso já é aotomático. então. uma carta silênciosa pra você: ... Agora to realmente sentindo a tua falta, os outros as vezes são muito rasos, ralos, casei de superfície. Enfim PS: mando anexado uma foto da minha janela, seja lá pra que for texto pra essa edição não vou mandar nenhum Beijo

domingo, 26 de julho de 2009

"a chegada dos velhos amigos" (marona)

Vocês estão para chegar, a essa altura já estão aqui, e me pergunto: Será que nos reconheceremos? Não mais de um ano se passou desde a última partida. Jogávamos um jogo intenso de olhares, mas havia algo a ser dito que se enterrou na garganta. Pergunta: São os engasgos do que deve ser dito que nos tornam mais velhos? De todo modo, espero por vocês, mas sei que essa frase é inviável. Não espero, porque estou em pedaços, e cada pedaço espera alguma coisa. Mas tenho uma única boca, então sou obrigado a generalizar: Espero por vocês. Mas, na verdade, o que são vocês, aquilo que espero? Talvez que a amizade venha dos códigos silenciosos, e agora é como se precisássemos dizer qualquer coisa – e faltam mais que palavras, falta o fôlego, o mesmo com que disputávamos irreais corridas pelas ruas onde o resto do povo se acotovelava rumo à doença, e nós éramos poetas franceses com nossos largos colarinhos. Mas agora me acotovelo junto a macas infectadas. Máscaras nos rostos, eles já não esperam por ninguém e estou na multidão. Não quero saber mais onde vocês estão, mas quero o sentimento dos pulmões ainda cor-de-rosa, das sílabas preciosas que, ingênuos, colhíamos a dedo, do desespero fácil da ressaca romântica. Onde nós os que colhíamos mendigos ensangüentados? Onde nós os que púnhamos as câmeras pelas janelas dos carros? Onde nós os que desafiávamos a natureza com silêncios desconfortáveis? Ficamos nalgum porto? Desbravamos guerras setentrionais? Seguimos as correntes apresentadas e puxamos nossos chapéus na direção de níqueis temporários. Minhas lágrimas são do tipo que afugenta o rosto na direção contrária ao vento. Queria agora a delicada situação de estarmos, uma vez mais, vendados diante do milagre. Espero por vocês nessa tarde fria de vento forte, ruim para as folhas amareladas, que se despencam, elas também, excluídas. Debruço-me à janela e algo em mim pressiona na direção inadequada. Queria o algo se diluindo em excêntricos passos de dança. Os passos sem volume de uma constelação permitida. Mas fui calçado com fogo a quatro patas por uma urgência padronizada. É exigido que progridamos. Arrematado com um tiro, cumprimento estranhos nas ruas, faço o meu melhor, morro aos pedacinhos e, acima de tudo, esqueço, a cada dia, um pouco mais. Contudo, o sangue escorrendo, espero por vocês. Espero por vocês como quem, amordaçado, espera pelo grito.

“cotovelos” (marona)

não mais escrever com os cotovelos. não que seja exatamente uma falha, é um querer estar longe dos braços, que tramam corrupções metafísicas. nessa manhã fria de julho, o vento faz uma torcida ansiosa por sangue. acendo um cigarro por indiferença, rasgado do corpo, longe dos sentidos. sigo em voltas infinitas e sem porto trago fundo o que jamais realizarei. serei aquele que pede com os olhos, que sente passando a oportunidade. sinto ganas de dizer “então vamos”, mas sei que ficarei parado, ao lado, uma mulher a quem prometi coisas liga a televisão, fecha porta: fuma. não suportamos o cigarro e fumamos. resta dizer “em frente”, ir para o lado, engolir à seco a centopéia já sem vida. ganas de dizer qualquer coisa do azul. versos tristes e sem ritmo não falam da dor do que separa, permanecendo fora da cama, com olhos arregalados, colhendo os cacos da nova pobreza. massageio os cotovelos, que faltam nas frases que um dia foram de luta. agora inauguram a fase antecedente de uma morte por dia, sem emoção. vontade de engolir, de beijar, de ir. para onde foram sem me dar aviso? livros cansam as prateleiras, caixas entopem as veias um dia pulsantes. restaria alguma coisa talvez na frase desavisada da qual a grande surpresa seria a boca ressequida, saliva lateral, que faz do futuro um risco desbotado. é puxar o trago dessa respiração difícil, inclinar o rosto, à espera do improvável, para dizer justo o que não deve ser dito: raspar a panela do peito, sem os braços.

sábado, 25 de julho de 2009

em baixa e com "defs" de digitalização

vejam o q acham

tem outras coisas q eu to preparândico

(fran, esse não é o vídeo q vc tinha mencionado (acho) é o outro, tô querendo ampliar aquele (ampliar no sentido de transformar), tá in progress)

bjks

* "defs" de digitalização/pixalização/uploadização

eu não sou são paulo

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