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[aStro-LáBio]°² = [diáRio de boRdo]°²

o tempo de uma gaveta aberta
é o tempo de uso de uma gaveta aberta
é o tempo de uma gaveta em uso
agora fechada a gaveta guarda
o tempo para trás levou
e não volta mais: voou





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érica zíngano | francine jallageas | ícaro lira | lucas parente

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A palavra não tem a menor
possibilidade de expressar alguma coisa.
Tão logo começamos a pôr nossos pensamentos em palavras
e frases tudo sai errado.



Marcel Duchamp

quinta-feira, 10 de junho de 2010

vertigem

é impressão minha
ou nosso blog
tá meio descentralizado?
[parece]
tudo cai pra direita, reparem
a caixinha de filmes do youtube, tão vendo?
a borda da direita tá comida, não tá?
acho que tá
mas é também um bom enquadramento
de todo modo.

distance

quarta-feira, 9 de junho de 2010













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Mais dois filmes da genial Chantal Akerman, minha grande descobnerta cinematográfica de 2007. Les rendez-vous d´Anna é, para mim, uma espécie de continuação de je tu il elle,
um filme de esboço autobiográfico absolutamente experimental sobre o desafio de viver, criar e de existir. Mas desta vez temos apenas os interstícios, os intervalos, os entremeios: Chantal focaliza uma viagem de uma cineasta (alter-ego) promovendo um de seus filmes pela Europa. Na viagem, não há a descoberta de um espaço físico ou o encontro como ato de descoberta, possibilidade de fugir da rotina ou coisa do tipo. A viagem, ou estar no  estrangeiro, é                                                                         
processo em trânsito, fuga de si mesmo. Por isso, as locações básicas do filme são ou quartos de hotel (ou halls, saguões) ou trens (ou plataformas e salas de embarque), que mostram essa dualidade que expressa tão bem o que é o filme, entre o movimento e a paralisia, em dois lugares que de qualquer forma se é estrangeiro de si.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            
Anna, a personagem representada com delicadeza por Aurore Clément, encontra com algumas pessoas, mas no fundo permanece só. Em comum, possibilidades amorosas, de ter um “amor da maturidade”, formar uma família, ter filhos, ou ainda de reencontrar um amor da juventude, o filho de uma amiga de sua mãe, ou mesmo se aventurar em uma experiência passageira homossexual. Entre essas possibilidades, o trânsito e a transitoriedade da vida: só se pode passar uma única noite nessa cidade, a vida continua e é preciso sempre andar, mesmo que não se saiba muito bem para onde. Na estética, os planos longos e o rigor quase absurdo, a simetria fantástica, quase obsessiva, do cinema de Chantal que já nos havia assombrado em Jeanne Dielman. Aqui, aliado a impressionantes movimentos de câmera. Esse rigor, essa simestria, essa exatidão reforçam um sentido de solidão e de confinamento de Anna. A forma feminina, delicada, mas extremamente rigorosa e austera, faz de Les rendez-vous d´Anna um filme encantador e absolutamente singular, que comprova o vigor e a maturidade do cinema de Chantal Akerman. Cinema que precisa ser urgentemente descoberto aqui no Brasil.





http://cinecasulofilia.blogspot.com/search/label/Chantal%20Akerman

La petite planète n˚2817 (1982 UJ) porte depuis 1984 le nom de Georges Perec






















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je


tu


il  



elle 



"Lembrei uma história de que o Macalé havia surtado na época da Ditadura e ficou muito aflito porque não conseguia mais produzir. Aí ele fez umas sessões com a Lygia Clark, que disse pra ele: “Não lute contra seu silêncio. É o momento que você vai estar consigo, o momento de uma lacuna necessária para a criação, não lute contra nada”. Eu acho isso super lindo. Tenho silêncios enormes, brancos, que eu adoro. São momentos saudáveis de decantação do que já foi feito... Há épocas na vida que eu estou com quinze projetos e sou obrigado a pensar constantemente, numa espécie de tagarelice mental. Sou forçado a pensar por uma questão vital, por uma questão de vida ou morte. E assim sou reinventado constantemente."
yuri firmeza

segunda-feira, 7 de junho de 2010






continuo meu caminho,
que é um passo adiante
e para casa; e sem fazer ruído,
permaneço num lugar à parte.








 









 













Robert Walser 

domingo, 6 de junho de 2010

[I.1.A PRODUÇÃO DESEJANTE ]

isso funciona em toda parte: às vezes sem parar,outras vezes descontinuamente. isso respira,isso aquece,isso come. isso caga,isso fode. mas que erro ter dito o isso. há tão somente máquinas em toda parte,e sem qualquer metáfora: máquinas de máquinas,com seus acoplamentos,suas conexões. uma máquina-órgão é conectada com uma máquina-fonte: esta emite um fluxo que a outra corta. o seio é uma máquina que produz leite,e a boca,uma máquina acoplada a ela. a boca do anoréxico hesita entre uma máquina de comer,uma máquina anal,uma máquina de falar ,uma máquina de respirar(crise de asma). e assim que todos somos "bricoleurs";cada um com suas pequenas máquinas. uma máquina-órgão para máquina energia,sempre fluxos e cortes. o presidente schreber tem raios do céu no cu. Ânus solar. e estajam certos de que isso funciona.o presidente shreber sente algo,produz algo ,e é capaz de fazer teoria disso. algo se produz: efeitos de máquina e não metáforas.









gilles deleuze & félix guattari
o anti-édipo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

auto consciência.

Reinaldo Laddaga: It all depends. Much of online publishing follows the model of print. In these cases (as when a paper is distributed in Word or PDF format), I don’t think that the difference in terms of practices of reading is particularly big. Of course, there are lots of productions for the Internet that can’t be read at all as if they were printed. There are objects in the Internet (I’m thinking of online games, for example) to which it would be unproductive and even absurd to relate as readers. Something similar could be said about the question of authorship: the Internet allows for the distribution of objects authored in a perfectly traditional way. It also allows for (one could even say that it is uniquely suited to) collaborative practices of various kinds, from the production of texts by large collectives (like the Italian collective Wu Ming to new ways of articulating complex fluxes of discourse and image coming from heterogeneous sources in some blogs. extract