Pesquisar este blog

[aStro-LáBio]°² = [diáRio de boRdo]°²

o tempo de uma gaveta aberta
é o tempo de uso de uma gaveta aberta
é o tempo de uma gaveta em uso
agora fechada a gaveta guarda
o tempo para trás levou
e não volta mais: voou





para chegar até lá, siga a seta vermelha:

ctrl + c -> aeromancia.blogspot.com -> ctrl + v -> barra de endereços -> enter



érica zíngano | francine jallageas | ícaro lira | lucas parente

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Achei que você iria gostar: Pedro Costa - Deve-se hoje perguntar aos professores da Escola de Cinema que desviam os olhos quando reconhecem o jovem apaixonados que eles um dia foram. E aos broncos das televisões públicas e privadas. Aos ministros e aos políticos que promovem os negócios dos poderosos e matam à nascença os pequenos produtores e os primeiros filmes. Restam os casos: um rapaz, uma rapariga. Conheço alguns. Ficarã o sozinhos e perdidos. Não farão as publicidades. Vão viver com pouco dinheiro. São uns selvagens. Não vão ter estabilidade profissional, nem mais saídas, nem encomendas nenhumas. Não vão acreditar que ³o cinema é uma linguagem e tem a sua gramática². Tem os seus riscos e é um trabalho feito passo a passo. Eu tenho fé. A juventude tem sede de sangue.
Errâncias “A atitude realmente séria é aquela que interpreta a arte como um meio para obter algo que talvez só se possa alcançar quando se abandona a arte”. (Susan Sontag) “Quanto mais se escreve, menos se pensa”. (Paul Valery) “Escrever é tentar saber o que escreveríamos se escrevêssemos” (Marguerite Duras) “Sou tímido com as mulheres; logo, Deus não existe” (Leopardi) “O incomensurável conjunto cósmico do qual fazemos parte não pode ser descrito por palavras. Portanto, a escrita é apenas um equívoco sem importância, tão pequeno que nos faz quase mudos” (A Carta a Lorde Chandos, de Hugo von Hofmannsthal) “Não serás nada. Por mais que faças “Rape the rebellion in the nurseries of my face” (Dylan Thomas) .
. ande viaje trafegue nade volte perca-se insista desista love .
querido, não se preocupe nesse finde tb uma amiga com o marido cruza sampaulo estou louca e fazendo drama mas tudo tem que dar tempo estou correndo contra o tempo adoro café da manhã, acordo cedo toca no meu cel pra binar pra não acordar ninguém aqui... ok? traz o livro do fernando e novas da revista e um sorriso de felicidade por vir pra sampaulo

Vida e morte no cenário dos sonhos que poderia ser aqui

Em algum lugar de mim... que provavelmente não se vê em mapas...
Talvez pudéssemos fazer setas em qualquer um daqueles e não deixaria de ser verdade..
Os cenários dos sonhos são de todas cidades.. O homem é bicho e nunca foi fácil mas ninguém disse que seria mesmo..
Chego agora... nesse espaço tão cheio de reflexão.. pensamento vivo do cotidiano...
E lhes (pro)ponho isso... Que nada é, embora esteja por aí... é parte daquilo que é natural... Tudo que não é indiferente aos bombeiros.. sem dúvida não é a mim... Os conflitos são básicos.... As questões são as mesmas... Todo sofrimento é humano.
um beijo pra todos.. agradeço o convite meu caro amigo... Nos vemos por estas páginas luminosas
também qualquer hora para mais uma taça de vinho...
com amor,
Jonas Aisengart

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

.
et c'est pourtant pour ces éclanches que j'ai rimè! je voudrais vous casser les hanches d'avoir aimé!

PSICOGRAFANDO EM GRACIA PELA MANHÃ

"abram as portas das suas casas, deixem os ladrões entrarem, eles vão tentar levar tudo o que puderem". acordei às 8 da noite. é como se fizesse do final da tarde o início da manhã. depois de tudo sonhei que encontrava o postal panorâmico de Mariana Vassileva, e que me escondia por detrás de uma tela de cinema em que projetavam filmes terríveis de companheiros de classe. depois de tudo sonhei que não tinham me robado, que na verdade era um sonho. e isso porque os três ladrões parecem ter surgido do meu inconsciente, como os personagens que seguem Wilhelm Maister em "falso movimento". faziam parte de mim. de uma lógica. porque eu tinha que perder pra poder recomeçar.
aquela luminosidade de seis da manhã. a cara pálida e a faca prateada. depois de tudo despertei vendo a entrevista de Kieslowski, falando que devemos permanecer atentos ao sentido da responsabilidade. o fio perigoso das coisas. e dormi na casa de Mathilde, e pensei que estava com Ana, que significa "esbelta". a câmera aparecia, a bateria, o livro de Handke, os apontamentos, a identidade e o cartão de crédito. no bairro de Gracia já nao há festa, as ruas estão vazias, e na casa onde estou abundam bons livros. la compañia de Becket, el trópico de Miller, el atlas de Serres, e acordo lendo esse último sem despertar. penso num terceiro lugar, na ida de Mathilde, na possibilidade de usar Cláudio no "mudanza". ele é chileno, sua namorada alemã, creio que pode ser sim um personagem a la Bolaño. números, letras, nomes, parece que escrevo cifrado. depois de tudo continua o fetiche por berlin, munich, colonia, hamburgo. as alemãs como Nichol e Virreina. "fox and his friends", o personagem de Franz Walsch, a ótica do senhor e do escravo. Fassbinder. depois de tudo pareço dez anos mais velho. uma semana de álcool e rostos e falas e Roberto Begnini. eu talvez o único que odiou a vida é bela. e Elisa, a italiana mais linda, com seu vestido de bolinhas e cabelo curto entrevendo a nuca. as pernas, as ancas, e o jeito solto de andar dançando. "a kiss in the tunnel", a possibilidade de encontrá-la no cccb, o telefone perdido. o telefone roubado, ou seja, pra nunca mais. (pausa) "ciao" em italiano é oi e tchau em português. (pausa) me esqueci do cheiro dela. (pausa) as bolinhas de sabão feitas pelo ventilador. as bolinhas de sabão assassinadas industrialmente pelo ventilador. (pausa) a necessidade de voltar a comer livros. (pausa) flexões. (pausa) acordo cansado e durmo cansado e sonho cansado. não tenho amigos para além de Chiso. e Chiso não me cansa. odeio os catalães. tenho ódio. a possibilidade de viajar trabalhando pela espanha. dar costas aos pirineus. os pirineus às minhas costas. possibilidade de me perder em granada. filme bicicleta José e Maria. filme "mudanza" amiga de Sara e Cláudio. filme tavertet grande incógnita. que mais? morcilla. reaprender a comer carne com muito sangue. comprar um mapa. depois de tudo. sim, depois de tudo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

poemas de permeio com o mar propósito: procurar - já não digo "conseguir" - mas procurar sempre,dar ao transitório a densidade do eterno. 04/01/1956 .

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Anexo 14 de agosto de 2009 03:55 Responder | Responder a todos | Encaminhar | Imprimir | Excluir | Mostrar original algún boceto de seres imaginarios de remota existencia borgeana te lo regalo! es tuyo, junto a alguna botella de mendoza y quizá también una bombilla... para que no te falte alguna mañana que te quieras tomar un matecito escuchando un perfect day. 68, primer dibujo de una página al azar .
Kafka distinguía dos estirpes tecnológicas igualmente modernas: por una parte, los medios de comunicación-traslación, que garantizan nuestra inserción y nuestras conquistas en el espacio y el tiempo (barco, automóvil, tren, avión ...); por otra, los medios de comunicación-expresión, que suscitan fantasmas en nuestro camino y nos desvían hacia efectos incoordinados, fuera de coordenadas (las cartas, el teléfono, la radio, todos los "parlófonos" y cinematógrafos interminables...) (...) Kafka sugería hacer mezcolanzas, poner las máquinas de hacer fantasmas sobre los aparatos de traslación (...) ¿No es ésta también la historia toda del cine, la cámara sobre vías, en la bicicleta, aérea, etc? Y esto es lo que quiere Wenders cuando instaura la penetración de las dos series en sus primeros filmes.
Gilles Deleuze, La imagen-movimiento. Estudios sobre cine (I), Barcelona, Paidós, 1984, págs. 148-149.

sábado, 15 de agosto de 2009

parlava mangiandosi le parole, ha sempre vomitato nelle strade con troppe curve. appoggia la testa al finestrino e ci rovista dentro. ne esce qualcosa a proposito delle strade che portano a est, sui cani tenuti in strada nei paesi sloveni, sulle racchette da spiaggia da usare in cielo, con le nuvole come palline. adesso hanno rivoluzionato i braccialetti anti-nausea.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

essa é parte duma série chamada desenhamapas, assim mesmo, tudo junto.
por ora tem essas, mais 4, mais um mapa maior.
dá pra ver todos e ler um texto minúsculo de ridículo aqui.